segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cartilha e cartaz sobre prevenção de doenças nos rebanhos

Governo de Minas Gerais produz cartilha e cartaz sobre prevenção de doenças nos rebanhos. 

Material será repassado aos produtores rurais para ajudá-los a manter os animais sadios e consequente oferta de alimentos de qualidade

Cartilha traz informações detalhadas sobre as principais doenças que podem acometer os rebanhos | Divulgação/Seapa

O Governo de Minas Gerais produziu duas importantes peças de comunicação em apoio aos produtores rurais com orientações para o manejo correto dos rebanhos. 

As peças – cartaz e cartilha – foram produzidas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão responsável pela defesa agropecuária no estado.

O secretário de Agricultura de Minas João Cruz Reis Filho considera a produção do material um avanço que vai nortear as ações de defesa sanitária em Minas.

“Além de ser um material de alta qualidade e de conteúdo específico e bem direcionado, ele disponibiliza informações para o produtor que pode fazer um planejamento durante o ano de toda vacinação e medidas preventivas garantindo, assim, mais segurança para ele e a população”, diz o secretário.

O diretor-geral do IMA, Marcílio de Sousa Magalhães, argumenta que as duas peças foram criadas com o objetivo de orientar e dar subsídio aos produtores para que estejam sempre atentos, no seu dia a dia, às medidas preventivas em relação à saúde dos rebanhos, o que garante a oferta de produtos de qualidade e com segurança alimentar para a população.

“Esse material de apoio aos produtores se justifica uma vez que eles também são responsáveis pelas ações de defesa agropecuária que, na prática, começam dentro da fazenda. O IMA orienta, esclarece dúvidas e fiscaliza, mas a participação dos criadores é fundamental para que tenhamos uma defesa sanitária de qualidade”, pondera.

Magalhães ressalta a importância do material lembrando que as ações de defesa sanitária são fundamentais para o agronegócio, especialmente para as exportações mineiras e brasileiras. Ele lembra que Minas Gerais possui status de área livre de febre aftosa com vacinação e de peste suína clássica, respectivamente para bovinos e suínos, ambos obtidas junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). 

“Essa condição permite a venda dos produtos da bovino e da suinocultura de Minas no mercado internacional” argumenta, lembrando que de janeiro a outubro deste ano Minas Gerais exportou o equivalente a US$ 641 milhões no conjunto de carnes em geral, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Outro indicador importante lembrado pelo diretor-geral do IMA é a liderança mineira na produção nacional de leite, com 9,1 bilhões de litros/ano.

Cartilhas

O gerente de Educação Sanitária e Apoio à Agroindústria Familiar do IMA, Gilson de Assis Sales, explica que a “Cartilha de Apoio à Saúde Agropecuária” traz informações detalhadas sobre as principais doenças que podem acometer o gado, como febre aftosa, brucelose, tuberculose, doença da vaca louca e raiva.

No caso das aves e suínos, o material aborda doenças como influenza aviária e peste suína clássica, enquanto no caso dos equídeos aborda o mormo e anemia infecciosa equina.

Gilson Sales esclarece que a distribuição das cartilhas para os produtores rurais será feita nas ações e eventos de educação sanitária realizados pelo IMA e entidades parceiras ao longo do ano, como seminários, dias de campo e palestras, entre outros.

A publicação possui 20 páginas, com texto e ilustrações cujo conteúdo foi produzido pelos médicos veterinários do IMA. O gerente de Defesa Animal do IMA, Guilherme Negro, ressalta que a cartilha detalha os sinais clínicos que podem alertar o produtor para um animal doente, as ações a serem adotadas pelos criadores em caso de confirmação de animal infectado e os cuidados que devem ser tomados pelos produtores, trabalhadores rurais e tratadores no manejo dos animais.

“É importante frisar que a cartilha explica para os produtores os casos em que é obrigatória a notificação da suspeita de animal doente ao IMA para que o Instituto adote as medidas adequadas a cada caso”, diz Negro.

Cartazes

Os cartazes trazem de forma bastante clara as informações sobre as três vacinas obrigatórias e respectivas datas em que devem ser aplicadas pelos produtores rurais contra a febre aftosa (em bovinos e bubalinos), contra a brucelose (em bezerras bovinas com idade entre três e oito meses) e contra a raiva (em bovinos, búfalos, equídeos, caprinos e ovinos).

Os cartazes serão afixados em locais com grande circulação de produtores rurais, como as unidades do IMA em todo o estado (20 coordenadorias regionais e 208 escritórios seccionais), lojas de revenda de produtos veterinários, sindicatos, associações, cooperativas, escolas de agronegócio, prefeituras e secretarias municipais de agricultura e nos eventos com produtores, entre outros.

Abertas as inscrições para o Projeto Cemig Troca Seu Motor

Os micros e pequenos empresários mineiros já podem se cadastrar no Projeto Cemig Troca Seu Motor. A ação, que conta com o apoio do Sebrae-Minas, tem o objetivo de estimular a eficiência energética no Estado com bônus de até 40% na compra de um ou mais motores elétricos novos. 

Vale ressaltar que a soma das potências de todos os motores não poderá ultrapassar 2.000 CVs (cavalos-vapor) por cliente.

Com isso, os motores elétricos antigos serão substituídos por equipamentos mais modernos e eficientes, promovendo a utilização consciente da energia elétrica e, consequentemente, a redução da conta de energia dos empreendedores.

Pelo regulamento, as inscrições vão até 5 de maio de 2017. Nesse período, a Cemig também vai realizar workshops em todo o Estado no intuito de divulgar o Projeto Cemig Troca Seu Motor para os micro e pequenos empresários e produtores rurais e mostrar os benefícios do programa. 

Para aderir ao programa, as empresas devem substituir os motores obsoletos, conforme as orientações da Cemig. Dessa forma, após a aquisição e instalação dos motores novos, os equipamentos antigos precisam ser descartados, conforme regulamento do Projeto Cemig Troca seu Motor. Com o cumprimento dessas etapas, a Cemig analisará os pedidos e poderá ressarcir os clientes.


Confira todas as informações, critérios e regulamento sobre o Projeto no site www.cemigtrocaseumotor.com.br.

via Agência Minas

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Minas Gerais tem solo fértil para startups

Estado se destaca em iniciativas voltadas para estimular empreendimentos inovadores e com potencial de crescimento.

Minas ocupa o 2º lugar no ranking nacional de startups, com mais de 350 empresas, e San Pedro Valley, em BH, foi considerada por dois anos a melhor comunidade do setor no País - Foto: Guilherme Dardanhan | ALMG

A terra do trem, do feijão-tropeiro e do pão de queijo também quer se tornar conhecida pelas startups. Esses empreendimentos, conceituados como empresas iniciantes de tecnologia, na prática são muito mais do que isso, e, em Minas Gerais, em especial em Belo Horizonte, parecem encontrar solo fértil para germinar e crescer exponencialmente, tal qual o pé de feijão das histórias infantis.

Para discutir os desafios para o crescimento dessas iniciativas, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promove o Fórum Técnico Startups em Minas - A Construção de uma Nova Política Pública.

A etapa final do evento será realizada entre os dias 23 e 25/11/16, mas já foram feitos encontros regionais em quatro cidades do interior do Estado: Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas), Uberlândia (Triângulo Mineiro), Viçosa (Zona da Mata) e Montes Claros (Norte de Minas).

Pesquisa mundial feita pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), considerado o maior estudo unificado de atividade empreendedora no mundo, aponta que o Brasil está entre os países que mais empreendem no mundo.

São mais de 4 mil startups instaladas, sendo que em São Paulo localizam-se 31% do total das iniciativas brasileiras e 20 parques de tecnologia. Mas, se em Minas Gerais o ecossistema é menor, a coesão é fator de maior peso.

O Estado ocupa o 2º lugar no ranking, atualmente com mais de 350 startups. E San Pedro Valley, que fica em Belo Horizonte, ganhou por dois anos consecutivos o prêmio de melhor comunidade do setor no País pelo Spark Awards, maior premiação para empreendedores da América Latina, organizada pela Associação Brasileira de Startups, em parceria com a Microsoft Brasil.

A diretora-geral do Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed, ou semente, em inglês), Silvana de Araújo Marques Braga, aponta que o Estado destaca-se por ser um grande produtor de conhecimento, com várias universidades importantes. "Além disso, as reuniões acontecem de forma orgânica, com todos se ajudando e colaborando ativamente", lembra.

Empreendedor e membro do San Pedro Valley, Matt Montenegro também destaca a harmonia e a sinergia entre os atores envolvidos no ecossistema mineiro. A San Pedro Valley, comunidade formada por mais de 200 startups de diversos setores, formou-se de maneira espontânea no bairro de mesmo nome (São Pedro) e é o principal ponto de encontro entre os empreendedores do Estado.

"Começou como uma brincadeira com o Vale do Silício e agora é uma rede de divulgação e encontros informais, sem representante, sem sede, nada formal", conta Matt.

A rede resultou na criação de um site que possibilita aos empreendedores que cadastrem suas instituições e disponibiliza vagas de trabalho de integrantes do grupo.



Imprensa | ALMG

domingo, 14 de agosto de 2016

Valor do Leite pela Vida ao produtor pode chegar a R$ 1,24

Já tem resultados a busca do Governo de Minas Gerais por uma resposta para os pequenos produtores de leite - que estão deixando de fornecer para o programa Leite pela Vida, devido ao baixo preço pago pelo governo federal. 

Além do aumento do valor contratado, que vai passar de R$ 0,97 para R$ 1,13 o litro, Governo do Estado pretende garantir reajuste de mais 10% | Omar Freire/ Imprensa MG

Em resposta à demanda apresentada pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) no dia 22 de julho, o Comitê Gestor Nacional do programa autorizou, nessa quinta-feira (11/8), o aumento do valor pago ao produtor, passando de R$ 0,97 para R$ 1,13, o litro. Com o aporte já autorizado pelo governador Fernando Pimentel, que pode ser de até 10%, conforme determina o convênio, o preço poderá chegar a R$ 1,24. 

O valor pago aos laticínios e cooperativas que fazem a captação e o beneficiamento do leite também vai aumentar de R$ 0,70 para R$ 0,84. Os novos preços começarão a valer a partir da publicação no Diário Oficial da União. Os reajustes foram baseados em cotações feitas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em todo o país. 

O diretor-geral do Idene, Ricardo Campos, acredita que a partir deste aumento será possível equiparar o preço pago pelo programa ao praticado atualmente no mercado. “Sabemos que existe a dificuldade de captação do leite devido ao agravamento da seca, mas é importante salientar que quando o laticínio ou cooperativa assina o contrato com o Idene, ele está ciente de que, independentemente do período de entressafra, a distribuição do leite nos pontos não pode ficar comprometida em função de preços mais atrativos fora do programa”, disse. 

Ricardo Campos também ressaltou que, mesmo no período de safra, quando o preço do mercado comum cai, o programa mantém o valor pago aos laticínios e cooperativas, o que seria uma vantagem para o produtor que participa do programa. Atualmente, o Leite pela Vida possui 3.542 produtores familiares cadastrados. 

O diretor do Idene acredita que, para atingir a meta de atender 130 mil pessoas por dia – número de beneficiários cadastrados em 193 municípios do Estado – é preciso fortalecer a base do programa. “Quando compra o leite do pequeno produtor (obrigatoriamente pronafiano) para distribuir a famílias em situação de vulnerabilidade social, o governo está também gerando renda no campo. Esse é um dos grandes benefícios que o Leite pela Vida proporciona”, destacou. 

Aumento da cota de leite

Outra demanda também já apresentada pelo Sistema Sedinor/Idene ao Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) é o aumento da cota de leite de cada pronafiano, que atualmente é de 8 mil litros/ano. A proposta é ampliar essa cota para 16 mil litros/anos. O assunto foi tema de reunião realizada nesta quinta-feira entre o diretor-geral Ricardo Campos, o diretor nacional do PAA-Leite, José Pedro, e técnicos do programa, em Brasília/DF. 

Para Ricardo Campos, aumentar a cota dos pronafianos é uma forma de garantir um maior envolvimento e permanência dos produtores no programa. O diretor Nacional José Pedro informou que a minuta do decreto para a autorização da ampliação da cota será enviada à Casa Civil. Ele também garantiu a prorrogação do convênio até 2018.

Agência Minas

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